segunda-feira, junho 23, 2003
Da relatividade
"Do ponto de vista da coruja, do morcego, do boêmio e do ladrão, o crepúsculo é a hora do café da manhã. A chuva é uma maldição para o turista e uma boa notícia para o camponês. Do ponto de vista do nativo, pitoresco é o turista. Do ponto de vista dos índios das ilhas do Mar do Caribe, Cristóvão Colombo, com seu chapéu de penas e sua capa de veludo encarnado, era um papagaio de dimensões nunca vistas."
Eduardo Galeano
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Eduardo Galeano
quarta-feira, junho 18, 2003
Guggenheim-Rio
Um museu de obrigações
Já conhecia alguns absurdos do projeto Guggenheim-Rio, mas nada como o dossiê completo, com a íntegra do contrato, a liminar da ação popular e sua aceitação pelo juiz, o recurso da prefeitura e sua rejeição pelo desembargador, sem falar nas análises críticas. Sua leitura leva a uma pergunta: mesmo sem entrar no mérito da iniciativa, e ainda que essa fosse a maneira mais adequada de gastar US$ 133 milhões (lá fora se fala em US$ 250 milhões), por que se submeter a tão drásticas imposições?
Para evitar outras discussões, vamos aceitar a idéia do museu e só falar das condições. A primeira em absurdo obriga a prefeitura a pagar mais de US$ 9 milhões como parcela inicial pelo uso do nome, mesmo que o projeto não saia. O total seria de US$ 40 milhões, mas depois que a editora de arte do Wall Street Journal, Lee Rosenbaum, denunciou que isso significaria o dobro do que foi cobrado a Bilbao, o preço baixou para US$ 28.650.000.
Uma outra cláusula exige que o município se comprometa a cobrir os déficits operacionais do museu durante dez anos, ou US$ 12 milhões anualmente. Além dos US$ 2,1 milhões que já pagamos pelo estudo de viabilidade, pagaremos 12.563.000 de euros (mais de R$ 48 milhões) ao arquiteto Jean Nouvel. Durante a construção, o município ainda vai remunerar a Fundação Guggenheim pela supervisão das obras em mais de US$ 4 milhões, divididos em parcelas de US$ 836 mil anuais, de 2003 até 2007. Como lembrou o juiz João Marcos Fantinato ao conceder a liminar, o contrato cria obrigações financeiras que vão muito “além do mandato da atual administração municipal”.
“NY Times”, “Economist”, “Village Voice” não entendem como o Rio vai comprometer um volume tão grande de recursos numa fundação falida, com filiais sendo fechadas, como a de Las Vegas. A não ser, insinua um dos críticos, que essa operação seja justamente para resolver uma situação financeira que o próprio presidente da entidade, Peter Lewis, classificou de “uma bagunça”.
Há outras extravagâncias, como a de que todas as exposições serão custeadas por meio da Lei Rouanet, totalizando US$ 9 milhões por ano, o que hoje representaria 70% de todos os recursos para as artes plásticas. Em compensação, calcula-se uma freqüência de 910 mil pessoas por ano a um preço de entrada de US$ 3,10 (o Corcovado, o nosso maior cartão-postal, atrai 750 mil). Por falta de espaço, só mais uma: Cesar Maia estima que cada pessoa vá gastar no Rio, “em sua permanência mobilizada pelo museu”, mil dólares por dia. Se não for um erro de impressão, é uma fantasia segundo a qual o Gugg atrairia não turistas, mas benfeitores.
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Já conhecia alguns absurdos do projeto Guggenheim-Rio, mas nada como o dossiê completo, com a íntegra do contrato, a liminar da ação popular e sua aceitação pelo juiz, o recurso da prefeitura e sua rejeição pelo desembargador, sem falar nas análises críticas. Sua leitura leva a uma pergunta: mesmo sem entrar no mérito da iniciativa, e ainda que essa fosse a maneira mais adequada de gastar US$ 133 milhões (lá fora se fala em US$ 250 milhões), por que se submeter a tão drásticas imposições?
Para evitar outras discussões, vamos aceitar a idéia do museu e só falar das condições. A primeira em absurdo obriga a prefeitura a pagar mais de US$ 9 milhões como parcela inicial pelo uso do nome, mesmo que o projeto não saia. O total seria de US$ 40 milhões, mas depois que a editora de arte do Wall Street Journal, Lee Rosenbaum, denunciou que isso significaria o dobro do que foi cobrado a Bilbao, o preço baixou para US$ 28.650.000.
Uma outra cláusula exige que o município se comprometa a cobrir os déficits operacionais do museu durante dez anos, ou US$ 12 milhões anualmente. Além dos US$ 2,1 milhões que já pagamos pelo estudo de viabilidade, pagaremos 12.563.000 de euros (mais de R$ 48 milhões) ao arquiteto Jean Nouvel. Durante a construção, o município ainda vai remunerar a Fundação Guggenheim pela supervisão das obras em mais de US$ 4 milhões, divididos em parcelas de US$ 836 mil anuais, de 2003 até 2007. Como lembrou o juiz João Marcos Fantinato ao conceder a liminar, o contrato cria obrigações financeiras que vão muito “além do mandato da atual administração municipal”.
“NY Times”, “Economist”, “Village Voice” não entendem como o Rio vai comprometer um volume tão grande de recursos numa fundação falida, com filiais sendo fechadas, como a de Las Vegas. A não ser, insinua um dos críticos, que essa operação seja justamente para resolver uma situação financeira que o próprio presidente da entidade, Peter Lewis, classificou de “uma bagunça”.
Há outras extravagâncias, como a de que todas as exposições serão custeadas por meio da Lei Rouanet, totalizando US$ 9 milhões por ano, o que hoje representaria 70% de todos os recursos para as artes plásticas. Em compensação, calcula-se uma freqüência de 910 mil pessoas por ano a um preço de entrada de US$ 3,10 (o Corcovado, o nosso maior cartão-postal, atrai 750 mil). Por falta de espaço, só mais uma: Cesar Maia estima que cada pessoa vá gastar no Rio, “em sua permanência mobilizada pelo museu”, mil dólares por dia. Se não for um erro de impressão, é uma fantasia segundo a qual o Gugg atrairia não turistas, mas benfeitores.
terça-feira, junho 17, 2003
500 milhas do Via Parque
É com muita satisfação que venho comunicar a todos o resultado oficial do último GP de PARK WAY, realizado no último domingo, dia 15, às 21:00h.
1º LUGAR: Daniel Braga TEMPO TOTAL: 15'26''150''' VOLTA MAIS RÁPIDA: 25''640'''
2º LUGAR: João Marcos TEMPO TOTAL: 15'42''780''' VOLTA MAIS RÁPIDA: 26''010'''
3º LUGAR: Marcelo TEMPO TOTAL: 15'38''160''' VOLTA MAIS RÁPIDA: 26''010'''
4º LUGAR: Álvaro TEMPO TOTAL: 15'42''010''' VOLTA MAIS RÁPIDA: 26''590'''
5º LUGAR: Andrezito TEMPO TOTAL: 15'43''590''' VOLTA MAIS RÁPIDA: 26''700'''
6º LUGAR: Rogério TEMPO TOTAL: 15'44''000''' VOLTA MAIS RÁPIDA: 27''160'''
Comentários:
Fast and furious... Daniel "The Bullet Man", lidera de ponta a ponta, na segunda vitória consecutiva da temporada 2003, foram as manchetes... Fontes desacreditadas afirmam que o seu carro estava fora dos padrões da FIA. Palavras de Daniel : "Conversa pra boi dormir..."
Nota negativa para Danielzinho, que deu uma de Rubinho, abandonando a corrida logo no início, alegando problemas no motor... Fontes seguras afirmam que ele ficou p... e deu o maior chilique nos boxes... Palavras de Danielzinho : "#$%¨%¨* !!!"
Álvarenga como sempre deu trabalho como retardatário, desrespeitando todas as bandeiras azuis ... A parte engraçada é que, ao ficar zoando e fechando os demais corredores, perdeu a tangência e quase foi parar fora da pista, lembrando as melhores atuações de Mega Mass... Palavras de Álvaro: "Que bandeira ?"
Johny Vigarista bem que tentou, mas o carro do Bullet Man estava mais acertado e foi impossível a ultrapassagem... Palavras de Johny : "Esse rapaz andou treinando por aí..."
Andrezito também sofreu com problemas de ajuste no carro. Palavras de Andrezito : "Que horas sai o jantar?"
A direção da prova, avisada sobre a futura participação de Mega Mass, decidiu por colocar mais pneus e barras de proteção em volta da pista... Dá-lhe Mega !!!
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1º LUGAR: Daniel Braga TEMPO TOTAL: 15'26''150''' VOLTA MAIS RÁPIDA: 25''640'''
2º LUGAR: João Marcos TEMPO TOTAL: 15'42''780''' VOLTA MAIS RÁPIDA: 26''010'''
3º LUGAR: Marcelo TEMPO TOTAL: 15'38''160''' VOLTA MAIS RÁPIDA: 26''010'''
4º LUGAR: Álvaro TEMPO TOTAL: 15'42''010''' VOLTA MAIS RÁPIDA: 26''590'''
5º LUGAR: Andrezito TEMPO TOTAL: 15'43''590''' VOLTA MAIS RÁPIDA: 26''700'''
6º LUGAR: Rogério TEMPO TOTAL: 15'44''000''' VOLTA MAIS RÁPIDA: 27''160'''
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Fast and furious... Daniel "The Bullet Man", lidera de ponta a ponta, na segunda vitória consecutiva da temporada 2003, foram as manchetes... Fontes desacreditadas afirmam que o seu carro estava fora dos padrões da FIA. Palavras de Daniel : "Conversa pra boi dormir..."
Nota negativa para Danielzinho, que deu uma de Rubinho, abandonando a corrida logo no início, alegando problemas no motor... Fontes seguras afirmam que ele ficou p... e deu o maior chilique nos boxes... Palavras de Danielzinho : "#$%¨%¨* !!!"
Álvarenga como sempre deu trabalho como retardatário, desrespeitando todas as bandeiras azuis ... A parte engraçada é que, ao ficar zoando e fechando os demais corredores, perdeu a tangência e quase foi parar fora da pista, lembrando as melhores atuações de Mega Mass... Palavras de Álvaro: "Que bandeira ?"
Johny Vigarista bem que tentou, mas o carro do Bullet Man estava mais acertado e foi impossível a ultrapassagem... Palavras de Johny : "Esse rapaz andou treinando por aí..."
Andrezito também sofreu com problemas de ajuste no carro. Palavras de Andrezito : "Que horas sai o jantar?"
A direção da prova, avisada sobre a futura participação de Mega Mass, decidiu por colocar mais pneus e barras de proteção em volta da pista... Dá-lhe Mega !!!
E aí galera,
Decidi por colocar no ar meu blog. Aliás, não diria que seja "meu" blog, pois conto com a participação ativa de todos.
Forte abraço,
Daniel
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Decidi por colocar no ar meu blog. Aliás, não diria que seja "meu" blog, pois conto com a participação ativa de todos.
Forte abraço,
Daniel